Grandes Diálogos, Péssimos Negócios
Pedro para a Jana Marruá e a Maria Ritão - agora tornado público

Não consigo me ver n'"A Grande Marcha dos Trabalhadores". Essa fantasia coletiva e coletivista que foi criada depois da Revolução Burguesa da França. Do mesmo modo, não me sinto um desses fascistinhas de colarinho e goma no cabelo que fariam qualquer coisa pra se "dar bem", seja lá o que isso signifique, esse tal se dar bem.
É que minha lógica é outra. Não é a da luta de classes, dos choques entre oprimidos e opressores. No meu mundo o que há são pessoas, essas sim são concretas. Os conflitos são micro, não grandes embates revolucionários. Os substantivos coletivos que usamos no singular pra caracterizar certos grupos tornam-se uma mentira, quando são personalizados. "O povo", "a nação", "o proletariado", "a burguesia".
Já disseram que a pessoa juridica é o melhor anteparo para as mais terríveis loucuras humanas. Uma máscara para a ganância, o desprezo pelo outro e o assassinato, seja real, seja social. Pois saibam que isso não se aplica somente às grandes corporações. Essas são personalidades juridicas formais, mas temos exemplos similares quando nos vemos como "alvinegros" versus "tricolores (bosta)"; ou "trabalhadores" versus "burgueses", etc.
Sou contra qualquer revolução que oprima e mate. Qualquer discurso que se proponha ser o "lado certo". Revolução é mudança de vida e não tomada de poder. Se faz com exemplo, no cotidiano. Consigo mesmo, enfim.
Se tem algo que é pior que o desprezo daqueles que hoje estão por cima, é o rancor dos que se sentem pisados. Basta ver o que fizeram os camponeses russos com os aristocratas, ou os judeus russos que fugiram dos gulags e campos de concentração para fundar o Israel.
Quero distância de revanchismo histórico. Quem acha bonito isso, ao meu ver, deveria fazer terapia. Descobrir de onde vem tanta raiva. As crianças mortas a mando dos bolcheviques não poderiam pagar pelo que fizeram seus avós e pais.
É que pra mim, a vida tá um pouco mais acima só desse mundo. Toda essa luta incessante me parece tão tola, tão dispendiosa e tão insignificante que só vale a pena como divertimento, como motivo para rir. É mera vaidade das vaidades. Prefiro ouvir Beethoven e AC|DC; tomar sorvete ou cerva, pensando na próxima carta de amor ou na putaria da noite passada.
Assinado: Pedro
P.S. Adorei a promoção do Habbib's que botou uma boina do Chê em cima de um kibe e o chapéu de Fidel na esfirra. Nunca uma revolução foi tão eficiente contra a fome.

Não consigo me ver n'"A Grande Marcha dos Trabalhadores". Essa fantasia coletiva e coletivista que foi criada depois da Revolução Burguesa da França. Do mesmo modo, não me sinto um desses fascistinhas de colarinho e goma no cabelo que fariam qualquer coisa pra se "dar bem", seja lá o que isso signifique, esse tal se dar bem.
É que minha lógica é outra. Não é a da luta de classes, dos choques entre oprimidos e opressores. No meu mundo o que há são pessoas, essas sim são concretas. Os conflitos são micro, não grandes embates revolucionários. Os substantivos coletivos que usamos no singular pra caracterizar certos grupos tornam-se uma mentira, quando são personalizados. "O povo", "a nação", "o proletariado", "a burguesia".
Já disseram que a pessoa juridica é o melhor anteparo para as mais terríveis loucuras humanas. Uma máscara para a ganância, o desprezo pelo outro e o assassinato, seja real, seja social. Pois saibam que isso não se aplica somente às grandes corporações. Essas são personalidades juridicas formais, mas temos exemplos similares quando nos vemos como "alvinegros" versus "tricolores (bosta)"; ou "trabalhadores" versus "burgueses", etc.
Sou contra qualquer revolução que oprima e mate. Qualquer discurso que se proponha ser o "lado certo". Revolução é mudança de vida e não tomada de poder. Se faz com exemplo, no cotidiano. Consigo mesmo, enfim.
Se tem algo que é pior que o desprezo daqueles que hoje estão por cima, é o rancor dos que se sentem pisados. Basta ver o que fizeram os camponeses russos com os aristocratas, ou os judeus russos que fugiram dos gulags e campos de concentração para fundar o Israel.
Quero distância de revanchismo histórico. Quem acha bonito isso, ao meu ver, deveria fazer terapia. Descobrir de onde vem tanta raiva. As crianças mortas a mando dos bolcheviques não poderiam pagar pelo que fizeram seus avós e pais.
É que pra mim, a vida tá um pouco mais acima só desse mundo. Toda essa luta incessante me parece tão tola, tão dispendiosa e tão insignificante que só vale a pena como divertimento, como motivo para rir. É mera vaidade das vaidades. Prefiro ouvir Beethoven e AC|DC; tomar sorvete ou cerva, pensando na próxima carta de amor ou na putaria da noite passada.
Assinado: Pedro
P.S. Adorei a promoção do Habbib's que botou uma boina do Chê em cima de um kibe e o chapéu de Fidel na esfirra. Nunca uma revolução foi tão eficiente contra a fome.


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