sábado, abril 04, 2009

rascunho não publicado 1

Para cada certeza, uma dúvida

como um martelo de diamante

Pra quebrar o chão

onde iria repousar de mim

por esta noite.




A cada sim pronunciado,

um talvez sussurado

Antes fosse não

Não um fantasma

que assombra por não haver definição.




Se acha um velho,

Ri de uma possível crise da meia-idade precoce

só por esse riso cínico que parece manchar a alma

A cada vez que irrompe um afeto verdadeiro





Essa impaciência com que se machuca

Essa desconfiança com que se castra

E a máscara. As mil máscaras de mil personagens.

todos eles células da alma infinita e multipla.

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